Good girls go to heaven, bad girls go everywhere!!

Lágrimas

Numa relação existem duas pessoas. Como tal ambas têm de lutar pelo que querem. Têm de ser as duas a puxar pelas coisas e puxar para o mesmo lado, quando se puxa para lados opostos mais cedo ou mais tarde irá atingir um limite e rompe! Nada resulta quando assim é, ou quando apenas uma das pessoas se preocupa em fazer com que as coisas resultem.
Hoje é um daqueles dias em que me sinto em baixo, sinto necessidade de escrever, de chorar, de gritar. Preciso de um abraço apertado, de alguém que me deixe chorar, rebentar, sem me perguntar porquê, apenas abraçando-me, apertando-me.
Tanta coisa me passou pela cabeça. Tanta coisa da qual sinto falta.
Quanto mais sinto que te quero ao meu lado mais sinto que te afastas.
Porque têm de haver momentos em que tudo parece perfeito e apenas algumas horas depois tudo se desmorona e sinto-me como se não passasse de uma simples desconhecida? Não aguento estas mudanças, não consigo aceitar que as coisas têm de ser assim. Porque simplesmente não têm. Só são assim se tu assim o quiseres.
Mas mudando de assunto.
Hoje foi também aquele dia que tinha de chegar, em que falei com a minha tia e percebi (acho que ainda não tinha percebido completamente apesar do tempo que passou) que o meu tio não estava mais lá. O dia em que pus os pés na terra e percebi "ele não volta mais".
Passei toda a minha infância na presença de algumas figuras masculinas bastantes próximas. O meu pai, o meu avô, o meu padrinho, o meu tio e um grande amigo de família. A mim tratavam-me como se fossem todos meus pais, e não apenas o primeiro. Assim tive na minha infância 5 pais. Vivia assim, protegida e amada por 5 homens que me pagavam ao colo, brincavam comigo, e me limpavam as lágrimas quando chorava. No entanto no último ano este grupo de homens que sempre me acompanhou e estava habituada a ter sempre a meu lado, ficou reduzido a 3, o meu pai, o meu padrinho e o meu avô. É verdade, o grande amigo de família, um homem novo, sempre a fazer sorrir quem quer que estivesse à sua volta, faleceu. Leucemia. Descobriu que tinha a doença, e no espaço de um mês a vida dele acabou. Fui a última pessoa a vê-lo vivo. Nunca esqueço aquela imagem dele quase sem forças a dizer-me adeus, pressentindo como aquela noite iria acabar. Foi-lhe induzido o coma para que não sofresse mais e em poucas horas perdi um dos homens da minha vida!
À menos de 2 meses estava na Ovibeja na última noite desta feira e comecei a sentir-me triste, sentia que algo não estava bem mas não sabia explicar a ninguém o que estava a acontecer. No outro dia de manhã o meu pai liga-me e diz-me "o tio morreu". Nesse momento caiu o mundo em cima da minha cabeça.
Pouco tempo depois de ter falecido o Diamantino (amigo de família) o meu tio descobre que tem um tumor no esófago em estado já bastante avançado. Vários meses de tratamentos, meses de sofrimento, de luta, de momentos em que tudo parecia estar a ficar melhor e momentos em que ele não reagia a nada. Tudo foi em vão. O sofrimento dele já estava a ser em demasia, e o final todos sabíamos qual seria. E foi no dia 2 de Maio que eu senti que tinha perdido mais um dos homens da minha vida.
Com muito apoio da parte dos meus amigos, as coisas tornam-se um pouco mais fáceis. Mas há sempre dias como o de hoje em que tudo volta e as lágrimas insistem em escorrer pela minha cara.
Posso não ser perfeita, mas já experimentaram olhar para os meus amigos?! Eles sim, são PERFEITOS! Amo-vos, hoje e sempre! Obrigado por tudo!

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