Good girls go to heaven, bad girls go everywhere!!

Hoje escrevo-te, escrevo-te numa tentativa de te explicar qual foi o erro, o único erro que cometeste comigo. Mas antes disso gostaria de falar um pouco do que mais me atraia em ti, do que ma cativava, do que me fez querer-te mais do que podia. Desde o primeiro momento que o teu olhar me prendeu, que o teu corpo firme me fez desejar-te. Nessa mesma noite, consegui despertar algo em ti, sem mais nem menos dei por ti a pegar a minha mão enquanto andávamos na rua. Dias depois já falávamos constantemente, e precipitado ou não, os nossos corpos foram ao encontro um do outro. Lábios unidos, paixão presente em cada movimento. Fizeste-me sentir como se para ti aquele momento fosse o mais importante. Durante semanas e semanas íamos ao encontro um do outro, como se tivéssemos essa necessidade, como se precisássemos um do outro mais do que qualquer outra coisa. Por entre boatos e confusões as coisas foram-se desenvolvendo. Sempre acreditei que uma relação que cresce envolta de boatos de confusões é sempre mais forte que qualquer outra. Aproximei-me, aproximei-me mais do que queria, mais do que podia. Ponderei afastar-me de ti no caso de vir a apaixonar-me. Seria correcta contigo e não me afastaria de ti sem te dar uma explicação. Não precisei de fazê-lo. Por uma simples razão, não me deste tempo para o fazer, tu mesmo te afastas-te antes que eu pudesse notar. E é aqui que entra a parte em que erraste comigo. Como todos os homens, tu, não sendo uma excepção, és cobarde.
Vários dias te procurei, tentei encontrar-te, todos esses dias me evitaste sem que eu quisesse aceitar que era na realidade isso que estava a acontecer. Tentei, tentei mais uma vez, tentei vezes sem conta. Combinávamos ver-nos e mais cedo ou mais me dizias que afinal não dava para nos vermos, por isto ou por aquilo. Três semanas passaram e assim continuavas, a evitar-me. Cada vez que te perguntava se não voltaríamos a estar juntos, sempre me respondias que claro que sim. Para quê? Porque me dizias que sim como se quisesses o mesmo que eu? Cobarde, não passas de um cobarde que nunca teve a coragem de me dizer que não. Até mesmo no dia em que te disse que não esperava mais nada de ti, me olhaste e não me deste resposta. Mesmo confrontado com a realidade, não foste capaz de me dizer que não me querias mais. É assim tão difícil dizer que não? É mais fácil ser acusado de cobardia? Cobardia é mesmo a única coisa da qual posso acusar-te. Foste sempre correcto comigo, até ao dia em que tinhas de me dizer e te faltou a coragem. Dia esse que se repetiu, dei-te várias oportunidades de o dizeres e, tu nunca foste capaz. Não te sentes nem um bocadinho envergonhado por isto?
Os dias seguintes passei-os a pensar como seria a próxima vez que me cruzasse contigo. Se me falavas, se fugias de mim. A resposta mais fácil, irias evitar-me, visto que nunca me deste explicação nenhuma, evitas-me, com medo que eu te peça que ma dês. Não o vou fazer não te preocupes. Tiveste várias oportunidades para o fazer. Fugiste de todas elas.
Agora falando para todos os rapazes no geral. Eu percebo o porque de simplesmente não dizerem “não”. Provavelmente a explicação e até mais simples do que nós raparigas alguma vez imaginámos. A mim parece-me que vocês gostam de ter uma reserva, ter outras miúdas mas ficar sempre com uma para quando não têm mais. Não lhe dizendo que não a quer mais, não dando qualquer explicação, as coisas mais cedo ou mais tarde terminam, mas não ficam bem resolvidas, e coisas mal resolvidas nunca se esquecem e voltam sempre. A miúda que deixaram sem qualquer explicação precisa de uma e enquanto não a tiver, o assunto não está acabado. Quando de novo precisam dela, dão-lhe uma desculpa qualquer de que se estavam a sentir presos e precisavam de espaço e ela ai está, de novo de braços abertos para vos receber. Parece-me que é isso mesmo. Vocês, homens gostam de ter uma mulher de reserva para quando não há mais ninguém.
Voltando ao raciocínio anterior, eu não sei o que nos aconteceu, mas sei que tinha de acontecer. Agora eu sei que vou, vou e não volto. Mas tu voltas, voltas e procuras-me, mas é tarde demais, eu não estou mais aqui.


Joana Rodrigues
Beja, 10 de Dezembro de 2011

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